Análise Técnica: Quando Investir na Bolsa de Valores usando Position Trade

A bolsa de valores tem apresentado muita volatilidade em 2022. Depois de bater recordes históricos em 2021, os principais índices acionários no Brasil e no exterior tiveram fortes quedas neste ano. Surge então a dúvida: estamos entrando em um bear market, um mercado de baixa com tendência prolongada de queda nos preços dos ativos?

Para entender melhor o contexto atual e identificar os principais riscos à frente, participei recentemente de uma live muito esclarecedora com um experiente trader e analista técnico brasileiro. Abaixo apresento um resumo dos principais pontos abordados:

Sinais de Correlação entre Mercados Globais

Inicialmente, o analista mostrou gráficos comparando o desempenho histórico de índices acionários no Brasil, China e Estados Unidos. Ficou claro que há uma correlação entre os diferentes mercados.

Por exemplo, o topo do mercado chinês ocorreu em outubro de 2007, com subsequente queda e mínima em outubro de 2008. Nos EUA, o topo foi em outubro de 2007 e a mínima em março de 2009. Já no Brasil, o topo ocorreu depois, em maio de 2008, mostrando um descolamento inicial do resto do mundo naquele momento.

Mas no final das contas, os mesmos investidores que fizeram a bolsa brasileira subir foram os que provocaram a queda depois, seguindo o pânico dos demais mercados. Ou seja, embora possa haver descolamentos temporários, as grandes tendências acabam se espalhando globalmente de alguma forma.

China no Foco dos Riscos

Atualmente, o mercado acionário chinês segue em tendência de baixa, assim como em Hong Kong. Além disso, há notícias de que o setor imobiliário chinês pode estar à beira de um colapso.

Isso traz rememorações da crise imobiliária americana em 2008, que teve como gatilho os títulos lastreados em hipotecas podres. Os problemas no mercado imobiliário chinês podem provocar efeitos similares agora, desencadeando uma nova crise financeira global.

A China tem grande peso e centralidade nas cadeias globais de produção e consumo. Problemas por lá certamente teriam ondas de choque no resto do mundo.

Brasil em Tendência de Baixa no Curto Prazo

Analisando os gráficos do Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira, fica claro que estamos em uma tendência de baixa no curto prazo. O Ibovespa vem tentando furar para baixo o suporte em torno dos 114 mil pontos.

Caso isso se confirme, poderemos ver o índice descendo até a faixa dos 98 a 110 mil pontos antes de encontrar suportes mais sólidos. Vale lembrar que no início de 2022 o Ibovespa chegou aos 130 mil pontos.

Os indicadores técnicos do analista estão apontando sinais de baixa, sem perspectiva de reversão no curtíssimo prazo.

EUA Também Não Estão Imunes

Não são só a China e o Brasil que apresentam riscos à frente. O setor imobiliário americano, que foi o epicentro da crise de 2008, também mostra sinais preocupantes agora.

Embora os preços dos imóveis tenham seguido subindo nos EUA, impulsionados pela inflação, a relação preço/renda da população está em níveis historicamente baixos. Isso dificulta o acesso à casa própria, especialmente pelos mais jovens.

Além disso, as taxas de juros dos financiamentos imobiliários voltarem a subir com os aumentos na taxa básica de juros do Fed, tornando o crédito mais caro. Some-se a isso um cenário de possível aumento do desemprego à frente. Tudo isso limita o poder de compra dos americanos e deve provocar alguma acomodação nos preços dos imóveis.

Cautela e Proteção de Capital

Diante desse contexto global de riscos em várias frentes, a recomendação é de cautela e proteção de capital. Não parece ser o momento ideal para comprar ações de forma agressiva ou concentrar as aplicações na bolsa.

O analista indica que vai permanecer em renda fixa, com LCI, LCA e CDB de bancos sólidos, aguardando sinais técnicos mais robustos de possível reversão da tendência antes de voltar a comprar ações.

Mesmo para investidores mais agressivos, é preciso ter planos de contingência caso os riscos se materializem e a bolsa sofra novas quedas expressivas. Ter stop loss bem definidos e sair de posições mais frágeis pode evitar prejuízos maiores.

No curto prazo, manter a disciplina e evitar euforia excessiva são atitudes recomendadas. No longo prazo, claro, as oportunidades na bolsa acabam surgindo para quem tem perseverança. Mas tudo tem seu tempo adequado.

Esse foi um breve resumo da live que participei recentemente. Acredito que o conteúdo seja valioso para investidores que desejam entender melhor o contexto atual e os riscos em vista. Manter a calma, estudar muito e operar com disciplina são atitudes essenciais para enfrentar mercados voláteis como o atual.

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RESUMO:

O mercado chinês está em tendência de queda, refletindo uma possível crise imobiliária na China. Isso pode desencadear uma nova crise financeira global, já que o sistema financeiro mundial está interconectado. O mercado imobiliário americano também dá sinais de uma possível crise, com aumento dos preços das casas e juros dos financiamentos subindo.

No Brasil, o Ibovespa está em tendência de queda no gráfico semanal, com fundo rosa, indicando venda de ações. Portanto, não vou comprar ações. Vou esperar por um fundo verde no Ibovespa para reiniciar as compras.

Enquanto isso, vou ficar ficar em renda fixa, com LCI, LCA com taxas acima de 80% do CDI e e CDB de 100% ou mais, todos com liquidez diária. Assim que o Ibovespa mostrar fundo verde, serão retomadas as compras de ações de qualidade, com stops bem definidos para limitar os riscos.


A crise na China somada a uma crise imobiliária americana pode resultar em uma grande queda das bolsas mundiais. Portanto, é preciso ter cautela e observar os gráficos para detectar o momento ideal de compra, evitando prejuízos desnecessários.

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Alexandre Ferreira
Alexandre Ferreira

Graduado em Ciências Contábeis pela UFPE. Pós-Graduado em Finanças pelo IBMEC (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais). Aprovado, em 2010, no concurso para Analista de Finanças da Controladoria Geral do Estado de Pernambuco, mas não assumiu o cargo, pois resolveu se dedicar ao mercado de ações. Graduando em Ciências Econômicas pela UNISUL. Opera na bolsa desde 2003. Utiliza análise técnica desde 2005.

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